As 10 coisas que eu nunca vos direi
Eu, amante de livros, me confesso: há certas coisas que nunca me ouvirão dizer. Pelo menos enquanto me restar um bocadinho de sanidade mental.
Revi-me completamente neste artigo da Koty Neelis no Thought Catalog, e tenho a certeza de que há por aqui muito mais gente que também vai subscrever algumas destas afirmações, se não todas. Verdade ou mentira? (Os comentários entre parênteses são meus.)
- “Não sei o que quero que me ofereçam no Natal/nos meus anos/inserir qualquer época festiva aleatória.”
(Pois está-se mesmo a ver que a resposta só pode ser uma: livros. Sempre. Mesmo que tenha lá em casa uma pilha deles ainda por ler.)
- “Achei que o filme é melhor do que o livro.”
(Um filme melhor do que um livro? É basicamente impossível. Quando muito, poderá ser tão bom como o livro, e mesmo assim só em casos raros.)
- “Estou tão aborrecida. Não há nada para fazer.”
(Ninguém se aborrece quando tem um livro por perto. Muito pelo contrário, um livro é a única maneira de suportar certas situações maçadoras, como ter de estar à espera de alguém, ou uma longa viagem de avião.)
- “Eu simplesmente não gosto mesmo de ler.”
(Mas quem??? Quem, pelo amor da santa, é capaz de dizer uma coisa destas???)
- “Não tenho planos para este fim-de-semana.”
(Não tenho de ter planos. Ler já é um plano mais do que perfeito.)
- “Não, não preciso ir àquela livraria. Já tenho livros suficientes.”
(Impossibilidade matemática e gramatical. “Suficientes” é um adjectivo que não pode estar ao lado do substantivo “livros”.)
- “Não tenho nada para ler.”
(O quê? Quando já só tenho um ou dois livros à espera de serem lidos começo a ressacar, e tenho de ir a correr comprar mais.)
- “Vou dormir. Não tenho tempo para ler mais um capítulo.”
(Enquanto o livro não me cair das mãos, posso sempre ler mais uma página. Ou duas. Ou muitas.)
- “Não, não preciso de ajuda para fazer as mudanças.”
(Ahahahah! Da última vez foram mais de 40 caixas cheias só com livros…)
- “A mala é pequena, não posso levar nada para ler nas férias.”
(Esta não está no post original, mas ocorreu-me agora. Posso levar menos um par de sapatos, o que já é um grande sacrifício. Mas não levar nem sequer um livro? Naaaah. Não há hipótese. E de preferência no mínimo dois.)


