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Gene de traça

Livros e etc.

INOMINÁVEL #9

por anacb, em 04.08.17

 

Chegou a INOMINÁVEL n.º 9 - fresquinha, fresquinha!

 

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Leituras alternativas para as férias

por anacb, em 13.07.17

 

Por esta altura não há jornal, revista, livraria ou blogue literário que não publique a sua lista de livros recomendados para ler nas férias. Normalmente são novidades, ou clássicos, ou uma mistura dos dois. Pois eu, apesar de ultimamente andar a dedicar pouco tempo às leituras e a este blogue, não quero deixar passar a oportunidade de sugerir a minha lista – que, como vão perceber, é bastante heterogénea e muito pouco ortodoxa. O meu critério? Fazem todos parte da minha biblioteca, não são livros muito grandes (e portanto são bons para levar na mala de viagem) e, com uma ou outra excepção, as histórias que contam não são demasiado “pesadas” ou difíceis de seguir – porque na minha opinião (e os fundamentalistas que me desculpem), as férias pedem livros que se leiam bem em qualquer lado, que se possam pegar e largar em qualquer altura sem receio de perder o fio à meada, e que sejam mais virados para o bom humor do que para a introspecção. Sem abrir mão da qualidade.

 

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Um romance adorável sobre o amor e a poesia: O Carteiro de Pablo Neruda, de Antonio Skármeta

 

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Partindo de alguns factos reais da vida (e morte) do famoso poeta chileno Pablo Neruda e de toda a agitação política do Chile nos finais dos anos 60 e início da década de 70, Skármeta constrói um delicioso, vivaz e enternecedor romance sobre um pescador que se torna carteiro, a sua paixão por uma jovem, e a sua relação com Neruda, em quem se apoia para conquistar o objecto do seu desejo – processo no qual vai descobrindo e mostrando o porquê da existência da poesia. Deste livro saiu um filme igualmente bom e inesquecível, baseado no fio condutor da história do livro mas afastando-se um pouco dele, de forma igualmente brilhante, na caracterização das personagens. Ambos, livro e filme, são altamente aconselháveis, e um daqueles poucos casos em que um não é melhor do que o outro.

 

Uma ficção à volta da política e do jornalismo: House of Cards, de Michael Dobbs

 

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O título não será certamente estranho a quem for fã da série americana e de Kevin Spacey, um dos patifes mais fascinantes até agora encarnados por este enorme actor – que é excelente quando faz de “bom”, mas verdadeiramente excepcional quando representa o “mau da fita”. Mas adiante. O que poderá ser surpresa é o facto de a série se basear muito proximamente num livro escrito por um jornalista político… britânico. Verdade, verdadinha: House of Cards foi o primeiro romance político de Michael Dobbs (que foi mais tarde conselheiro de três primeiros-ministros do Reino Unido), foi escrito em 1989 e passa-se nos meandros das Casas do Parlamento. Aliás, para além dos jogos maquiavélicos do tortuoso protagonista da história, Francis Urquhart, um dos motivos maiores de interesse deste livro é mesmo a descrição – e dissecação – do sistema parlamentar britânico, com os seus rituais, preceitos e tiques. Um livro bem construído, com muito ritmo, e simultaneamente muito revelador.

(Em jeito de aparte: é brilhante a forma como a realidade britânica foi adaptada ao sistema americano na série televisiva; mais um caso em que a literatura e a cinematografia se equiparam e produzem ambas resultados notáveis.)

 

Um policial muito inglês: Um Vinho Atordoante, de Kate Charles

 

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A linhagem de escritoras inglesas de romances policiais é longa e de enorme qualidade, e Kate Charles poderia fazer parte dela… não fosse o facto de ter nascido nos Estados Unidos. No entanto, os seus livros policiais têm como subtítulo “Um mistério clerical”, são passados em Inglaterra e seguem a linha tradicional das histórias policiais inglesas: ambientes relativamente fechados, conservadores, frequentemente rurais, com um naipe de actores algo excêntricos e protagonistas muito perspicazes. Um vinho atordoante é o primeiro de uma série de cinco volumes que tomou o nome genérico de Livro dos Salmos: cinco histórias passadas à volta de outras tantas igrejas e quem a elas está ligado, com mortes misteriosas, os suspeitos do costume, voltas e reviravoltas, e um casal de advogados que acaba por solucionar o caso. Very British…

Como e porque é que uma americana consegue escrever policiais tão “britânicos”? Simples: casou com um inglês e vive no Reino Unido há várias décadas. Mistério explicado :)

 

Uma ficção científica bem construída: Viagem Fantástica ao Cérebro, de Isaac Asimov

 

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Antes, muito antes, dos delírios mais fantasiosos do que científicos dos escritores de ficção científica modernos, este género literário já tinha nas suas fileiras grandes nomes que atraíam leitores fiéis. Isaac Asimov, um americano nascido na Rússia, é um desses escritores. Professor universitário de bioquímica, visionário que previu com grande antecedência muitos dos desenvolvimentos tecnológicos de que hoje usufruímos, nas suas quase 500 obras escritas contam-se muitos dos clássicos da FC – como é por exemplo o caso de Eu, Robô, que foi há alguns anos adaptado ao cinema. Este Viagem Fantástica ao Cérebro é um prodígio de possibilidades, uma história irrepreensivelmente bem contada e quase verosímil do ponto de vista teórico, cheia de acção e algum suspense, e um grande entretenimento. O tema da miniaturização e as viagens dentro do corpo humano tornaram-se entretanto algo recorrentes, sobretudo no cinema, mas a verdade é que Asimov escreveu este livro em 1987 a partir de um guião seu para um filme de 1966 (com o qual não ficou satisfeito). Nas edições mais recentes, o título dado a este livro é Viagem Fantástica II - Destino Cérebro.

 

Um livro de BD clássico e delicioso: Astérix e Latraviata, de Goscinny e Uderzo

 

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Sou completamente fã desta série de BD e tenho uma grande parte dos livros da colecção Este que sugiro é talvez um dos menos famosos, mas não é menos divertido do que qualquer um dos outros. Cheio, como sempre, de anacronismos deliciosos, pisca o olho à espionagem política e à manipulação psicológica, com os azarados romanos a continuarem azarados e os irredutíveis gauleses a continuarem grandes apreciadores de javalis. Impossível não terminar a (rápida) leitura com um sorriso no rosto.

 

Uma história verídica e divertida: A Minha Pequena Livraria, de Wendy Welch

 

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As aventuras e desventuras, contadas na primeira pessoa, de um casal que decidiu abrir uma livraria numa pequena localidade da Virgínia, nos Estados Unidos. Inicialmente projectado para ser um manual de apoio a quem quisesse iniciar-se no ramo livreiro (tal como a própria autora conta no livro), A Minha Pequena Livraria acabou por se transformar numa espécie de romance biográfico, despretensioso e muito bem-humorado, sobre um casal, os seus cães e gatos, uma comunidade nos Apalaches para quem eles eram estrangeiros, e um sonho que impulsivamente decidiram tornar realidade. Hoje, a livraria Tales of the Lonesome Pine – a verdadeira protagonista do livro – é já uma referência cultural local, e o seu dia-a-dia pode ser seguido mais de perto no blogue de Wendy: https://wendywelchbigstonegap.wordpress.com/.

 

Um romance no feminino: A Cor Púrpura, de Alice Walker

 

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É possível contar uma história de opressão e desamor de uma forma terna e quase doce? É sim, e Alice Walker consegue-o magistralmente neste romance. Quem gostou do filme de Spielberg vai adorar o livro, a linguagem expressiva que Celie usa nas suas cartas não enviadas a Deus e a Nettie, a sua irmã desaparecida, as subtilezas que deixam adivinhar sentimentos, as palavras cruas que descrevem injustiças e discriminação, e a evolução da aparentemente plácida e quase apática protagonista até se tornar numa mulher forte e independente. Quem não viu o filme, vai adorar o livro também. Certas passagens provocam-nos um aperto no peito, outras um sorriso de contentamento, mas ninguém consegue ficar indiferente.

 

Uma fantasia belíssima: O Circo dos Sonhos, de Erin Morgenstern

 

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Este é um livro surpreendente e com uma tal riqueza imaginativa ao nível dos pormenores que consegue transportar-nos quase fisicamente para o centro da acção. Dois mágicos competem um contra o outro, tentando manter-se imortais, e para isso fazem uso de dois pupilos e de um circo. O resto é uma teia de encantos, de coincidências e acasos e ocorrências que vão sendo contadas de forma meio solta até finalmente se encaixarem umas nas outras como peças de um puzzle bem imaginado, num cenário encantado por onde passeiam personagens misteriosas e, afinal, muito humanas, por mais que queiram contrariar a sua natureza.

 

Um romance leve e despretensioso: A Carta de Amor, de Cathleen Schine

 

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As livrarias são cenários apetecíveis para histórias de amor. Mas embora exista uma livraria envolvida neste romance, o catalisador da história é a carta que cai de dentro de um livro, uma carta que não refere nomes, só pseudónimos. Este acontecimento vai dar origem a uma sucessão de interpretações erradas, desencontros, situações divertidas e surpreendentes revelações. Ao contrário do que o título pode dar a entender, este não é um livro cheio de romantismos lamechas; é ternurento q.b., dá uns pontapés bem dados nalgumas convenções e tem muito humor.

Dele também foi feito um filme, mas na minha opinião o livro é bem melhor.

 

Um livro biográfico: Escritos de Frida Kahlo, com selecção de Raquel Tibol

 

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Já muito se escreveu, filmou e comentou sobre Frida Kahlo. Neste livro, é a própria voz desta pintora mexicana que se faz ouvir através de palavras escritas pela sua mão. São cartas, poemas e toda a espécie de outros textos, alguns apenas apontamentos, que Frida escreveu entre 1922 e 1951, e que Raquel Tibol (em tempos secretária de Diego Rivera, o marido da pintora) seleccionou e compilou para nos oferecer um retrato multidimensional e intimista da pintora, de quem o mínimo que se pode dizer é ter sido uma mulher original – e absolutamente excepcional.

 

Um Prémio Nobel: O Quinto Filho, de Doris Lessing

 

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Definitivamente, esta não é uma história “leve”. Então porque é que a incluo nesta lista? Porque gosto dela e porque é, também, uma história de amor e de esperança: o amor de uma mãe pelo seu filho e a sua esperança em conseguir proporcionar-lhe alguma felicidade. Numa família inglesa vulgar e feliz nasce um quinto filho que se revela agressivo e problemático desde o início, conseguindo afectar de forma negativa todo o ambiente familiar e espalhando infelicidade à sua volta. O resultado é o desmoronamento progressivo dessa família, em que a mãe é a única que consegue, com o sacrifício do seu bem-estar e dos seus sonhos, não desistir completamente de encontrar para esse filho um futuro melhor do que o que lhe parece estar predestinado.

Dramática e violenta, sobretudo psicologicamente, esta é uma história que nos agarra. E que suscita dúvidas angustiantes: porque é que certas pessoas parecem nascer para o mal? Será uma questão genética? Será possível contrariar esta característica com a educação? Haverá esperança de felicidade, quiçá de mudança para estas pessoas?

 

Um policial delicioso que afinal não é bem um policial: A Agência N.º 1 de Mulheres Detectives, de Alexander McCall Smith

 

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O problema maior deste livro é que quando se chega ao fim continuamos com vontade de ler mais. Nós e os acima de 20 milhões de pessoas que já leram o livro em todo o mundo… Mas não há problema: até agora o autor já escreveu outros 17 livros em que a personagem principal é Mma Ramotswe, primeira e única detective feminina no Botsuana, especialista em resolver problemas, mistérios e crimes de todas as espécies. Primeiro da série que tem o mesmo nome, A Agência N.º 1 de Mulheres Detectives é simplesmente de-li-ci-o-so e não há como não ficar a adorar a protagonista, a originalidade das histórias em que se vê envolvida, os seus métodos pouco ortodoxos mas muito eficazes, a sua humanidade e inteligência, o exotismo do ambiente e das tradições deste país africano. Tudo escrito e descrito de uma forma fluida, divertida, alegre e com grande sensibilidade, mesmo quando os assuntos abordados são mais pungentes. Resumir este livro numa palavra? É fácil: diferente.

 

Um livro de viagens: Nos Passos de Santo António, de Gonçalo Cadilhe

 

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Férias para mim são quase sempre sinónimo de viagem, seja para longe ou para perto. Mas mesmo para quem o conceito de férias signifique simplesmente ficar estiraçado num sofá, numa espreguiçadeira ou numa toalha de praia, em casa ou perto dela, um livro sobre viagens é sempre uma forma de viajar sem sair do sítio. Neste livro, o último do nosso mais emblemático escritor-viajante, Gonçalo viaja pelo percurso parcialmente conhecido (e parcialmente pressuposto) percorrido na Idade Média por aquele que é um dos santos mais amados da igreja católica e mais representados nas suas igrejas: Santo António de Lisboa (que também é de Pádua, pois não regressou à sua terra-mãe antes de morrer; mas nós perdoamos-lhe esta espécie de dupla nacionalidade). De Portugal a Itália, passando pelo norte de África e o Mediterrâneo, entre as reais aventuras do autor e as reminiscências da vida do nosso santo, este livro é simultaneamente uma lição de História e uma viagem temática inspiradora.

 

Um romance histórico em fundo africano: O Abissínio, de Jean-Christophe Rufin

 

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Finais do séc. XVII. Jean-Baptiste é médico no Cairo, mas o destino coloca-o numa comitiva que Luís XIV de França, desejoso de expandir ainda mais o seu poder, decide enviar em representação do seu reino ao Négus da Abissínia (Etiópia). Durante a sua viagem vai apaixonar-se por esta região feiticeira, pela sua cultura e gentes, vai conhecer personagens formidáveis e atravessar paisagens arrebatadoras, vai encontrar o amor, e vai acabar por defender firmemente um território que seria suposto ele subjugar e converter à fé católica.

Uma história envolvente, cheia de romance, aventura e pormenores que nos transportam a uma época e um horizonte longínquos, excepcionalmente bem escrita por Jean-Christophe Rufin, um médico, historiador, escritor e diplomata francês com uma longa e produtiva carreira em ONGs e como embaixador. O autor voltou a pegar nestas personagens para escrever O Boticário do Rei, com a acção a desenrolar-se vinte anos mais tarde.

 

Boas férias e boas leituras!

 

 

INOMINÁVEL #8

por anacb, em 02.06.17

 

Acabou de sair a INOMINÁVEL n.º 8, e traz uma mão cheia de novidades. Já foram espreitar?

 

Inominável n.º 8

 

Entre aspas #14 Jean Rhys

por anacb, em 06.02.17

 

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INOMINÁVEL n.º 6

por anacb, em 03.02.17

 

Hoje vou falar-vos da INOMINÁVEL.

 

Que é uma revista (não confundir com o outro senhor…). Onde eu colaboro na rubrica de Viagens e na revisão dos textos. É uma revista apenas lançada online, e cujos artigos vão depois sendo publicados no blogue que tem o mesmo nome: revistainominavel.blogs.sapo.pt. É uma revista feita maioritariamente por bloggers, editada pela Maria Alfacinha (autora do blogue O Meu Alpendre), que a co-idealizou com a Magda Pais (dos blogues StoneArt Portugal e Stoneart Books).

 

Inominável #6

 

Acabou de sair o número 6 da revista, cujo tema de inspiração é o Carnaval (mas onde na verdade do Carnaval propriamente dito se fala muito pouco). Um número que, na minha opinião, está muito bom. Mas é claro que eu sou suspeita, e por isso não há como irem verificar se tenho ou não razão.

 

Para vos abrir o apetite, aqui está um resumo do que podem ler nesta edição:

 

- As propostas de entretenimento do André (do blogue Palavras ao Vento), na AGENDA CULTURAL

 

- Um percurso circense por vários videojogos conduzido pelo Rei Bacalhau (do blogue O Bom, o Mau e o Feio), na coluna 2D3D

 

- No ANEXO, a Márcia (do blogue Planeta Márcia) conta-nos como é que escolhe “o livro que se segue”

 

- E ‘BORA LÁ FAZER umas coisas giras, seguindo as instruções da Ana Delfino

 

- A poesia e prosa da COLUNISTA ACIDENTAL deste número, Alice Duarte, que tem trabalhos seus publicados em várias colectâneas, além de um livro de poesia

  

- No CORREIO (pouco) SENTIMENTAL, a endiabrada dupla MJ (E agora? Sei lá!) + Maria das Palavras (do blogue com o mesmo nome) continua a inventar as situações mais mirabolantes que é possível imaginar

 

- O segundo episódio da história que a Carina (do blogue Contador d’Estórias) está a escrever para a rubrica CRIADORES DE IMPOSSÍVEIS

 

- A Dona Pavlova (do blogue que tem o seu nome) dá as receitas daquelas gulodices sempre presentes em qualquer festa popular portuguesa, na coluna ESTAR NO PONTO

 

- A importância da velocidade de obturação e o melhor formato no qual guardar fotos, na rubrica FOTOGRAFIA: A LUZ E O OLHAR, escrita pelo Gil (http://www.gilcardoso.net/)

 

- A Alexandra conta-nos HISTÓRIAS DE ARTE sobre Miguel Ângelo

 

- Em MUSICALIZANDO temos Luísa Sobral, trazida pela mão da Marta (do blogue Marta - o meu canto)

 

- O Alexandre (do blogue Jogo do Sério) fala-nos NA DESPORTIVA sobre as razões para vermos o Super Bowl (que é já no próximo domingo)

 

- N’O ESPAÇO AZUL ENTRE AS NUVENS, mais um belíssimo texto do Jonathan

 

- José da Xã (do blogue Lados AB) fala das comédias da sua infância, em PLAY IT, SAM!

 

- POR TERRAS DO REI ARTUR, a Inês (do blogue Alquimia do Momento) leva-nos até Cardiff e Exeter

 

- Para a rubrica VIAGENS, o Carnaval inspirou-me a mostrar alguns lugares cheios de cor que há pelo mundo (e podem ir buscar outras inspirações a Viajar. Porque sim.)

 

Curiosos? Então vão lá ler a INOMINÁVEL. Basta clicarem na foto da capa.

 

 

 

Entre aspas #13 Christopher Morley

por anacb, em 31.01.17

 

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Livros em saldo = desgraça

por anacb, em 19.01.17

 

Ontem à hora de almoço fui à Fnac do Chiado à procura de um livro. Já sabia que ia desgraçar-me, mas não esperava que fosse tanto. Malvada loja que está com saldos do demónio.

 

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Comprei três livros. TRÊS!

 

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Nenhum deles aquele que eu tinha intenção de comprar.

 

Fui procurá-lo online. Havia em stock. Encomendei. O que eu queria... e mais outros três.

 

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Não tenho juízo nenhum. O que vale é que, tudo somado, cada livro ficou a cerca de metade do preço que seria normal pagar.

 

Já leram algum deles? Opiniões são bem vindas :-)

 

 

* E se souberem de algum emprego onde eu possa e tenha tempo para ler durante as horas de trabalho, avisem, sim? É que não consigo arranjar tempo para ler tudo o que quero… :-(

 

** Apetecia-me atirar-me já ao “Sino da Islândia”, mas tenho dois livros que me emprestaram para ler e quero devolvê-los o mais depressa possível. Vai ter de esperar. (Que angústia!)

 

*** Para quem gostar de romances históricos e quiser aumentar a biblioteca com dois excelentes livros, “Wolf Hall” e “O Livro Negro”, ambos de Hilary Mantel (um é o seguimento do outro), estão a metade do preço. Também vi por lá, com bom desconto, “Os Pilares da Terra”, de Ken Follett.

 

 

Ilhas do Norte

por anacb, em 05.01.17

 

Estar doente é das coisas mais aborrecidas e despropositadas que podem acontecer, sobretudo se a doença envolver febre, dores e/ou má disposição – e o supra-sumo da barbatana é quando envolve tudo isso. A única coisa menos má de estar doente é ter mais tempo para ler, quando não estou simplesmente em estado vegetativo ou a dormir, e a leitura (e um ou outro filme ou série na tv) é que me salva de morrer de tédio nestas alturas.

 

Já devem estar a perceber onde quero chegar. Passei a minha silly season do ano que acabou – não, para mim não foi o Verão mas sim a semana entre o Natal e o Ano Novo – enfiada em casa a “curtir” uma bela gripe, alternando entre a cama e os sofás, e sem energia para nada (mas sobre isto já desabafei neste post). Como não me apetecia ler nada que fosse muito complicado ou pesado, fui buscar à minha de pilha de livros TBR um policial nórdico, “Cinza e Poeira”, de Yrsa Sigurdardóttir, a escritora islandesa de quem também li há algum tempo “O Silêncio do Mar”. Depois, por coincidência, à procura de qualquer coisa interessante para me distrair num momento em que me sentia demasiado apática até para ler, dei com uma série também policial que tem estado a passar na Fox Crime, “Shetland”, e fiquei agarrada.

 

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“Cinza e Poeira” é uma história de mistério que gira à volta de acontecimentos passados nas ilhas Westmann (situadas junto à costa sul da Islândia) na altura da erupção do vulcão Eldfell, em 1973. “Shetland” é baseada na série de livros policiais de Ann Cleeves cujos enredos têm como paisagem as ilhas com o mesmo nome (e que se localizam a norte da Escócia). Histórias diferentes que se passam em cenários parecidos, o livro e a série acabaram assim por se complementarem no meu imaginário e foram uma mais-do-que-excelente distracção para estes meus dias de “prisão domiciliária”. Com a vantagem acrescida de estimularem a minha veia de viajante – e à minha já antiga vontade de conhecer a Islândia juntaram-se agora mais algumas ilhas do norte da Europa.

 

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Título: Cinza e Poeira

Título original: Aska

Autor: Yrsa Sigurdardóttir

Ano de lançamento: 2010

 

Editora: Quetzal

Publicação: 1ª edição – 2011

Número de páginas: 512

Tradução (do inglês): Lucília Filipe

Revisão: Pedro Ernesto Ferreira

 

Trinta anos depois da erupção do Eldfell, Markús Magnússon regressa à casa da sua infância, agora já liberta das cinzas vulcânicas que a cobriram durante todos esses anos. Vai recuperar a caixa que uma amiga lhe tinha pedido para guardar na altura, mas ao fazê-lo descobre que essa caixa contém uma cabeça humana e que na cave também se encontram três cadáveres de pessoas desconhecidas. Quando, logo a seguir, a amiga aparece assassinada, Markús passa a ser o principal suspeito e Thóra Gudmundsdóttir, a sua advogada, vai ter de desvendar obscuros segredos do passado para resolver o mistério de tantas mortes e conseguir provar que o seu cliente é inocente.

“Cinza e Poeira” prendeu-me logo desde o início. Partindo de um acontecimento verídico, Yrsa Sigurdardóttir constrói um mistério em que vai largando, aqui e ali, pormenores macabros, fragmentos da história vistos pelos olhos de personagens secundárias, descrições de ambientes, pistas que não conseguimos discernir se são ou não importantes, tudo intercalado com episódios comezinhos da vida diária de uma vulgar advogada, contados com bastante humor e sentido crítico. As personagens principais da história têm personalidades variadas e fogem aos clichés habituais – e uma das mais engraçadas é sem dúvida Bella, a secretária “gótica” de Thóra, refilona e mal-humorada mas surpreendentemente perspicaz e por vezes mais eficiente do que o expectável.

Apesar de cheia de voltas, nós e becos sem saída (reconstruir acontecimentos passados trinta anos, quando a maioria das pessoas envolvidas já morreu, perdeu a memória ou era ainda demasiado jovem para se lembrar, não se revela tarefa fácil), a trama deste livro é perfeitamente verosímil e todos os factos aparentemente incongruentes acabam por se ir encaixando na história de forma lógica e satisfatória. E através dos comportamentos de várias personagens, o livro dá-nos ainda a conhecer algumas características da sociedade islandesa, o que é um motivo adicional de interesse. É certo que consegui perceber alguns dos mistérios ainda antes de chegar ao fim do livro, mas nem assim o final deixou de me surpreender – e se há coisa de que eu gosto num livro é não conseguir adivinhar o final.

A minha única nota menos boa vai para o trabalho de tradução e revisão. Definitivamente, vírgulas a mais num texto estragam bastante o gozo da leitura, principalmente quando esse uso não só é mau do ponto de vista do estilo como muitas vezes errado do ponto de vista gramatical. Tal como é incomodativa a mistura de forma incorrecta de diferentes pretéritos numa mesma frase ou parágrafo (mas sobre isto farei um destes dias um post especial). Traduzir bem não é traduzir à letra e todos sabemos que o português é gramaticalmente mais complexo que o inglês. Entre outras coisas, há que ter cuidado com os tempos dos verbos. E a revisão de um livro também serve para detectar estes usos mais baralhados (e baralhadores) da língua.

 

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Título: O Silêncio do Mar

Título original: Brakiđ

Autor: Yrsa Sigurdardóttir

Ano de lançamento: 2011

 

Editora: Quetzal

Publicação: 1ª edição – Julho 2016

Número de páginas: 448

Tradução (do inglês): Miguel Freitas da Costa

Revisão: Carlos Pinheiro

 

A história de “O Silêncio do Mar” é contada em dois tempos: o presente, que começa quando um iate de luxo chega à marina de Reiquiavique sem que haja a bordo uma única pessoa, e o passado, que vai revelando o que se passou a bordo desse iate desde que saiu de Lisboa com destino à Islândia.

Mais uma vez, cabe à advogada Thóra Gudmundsdóttir tentar deslindar a razão do desaparecimento dos sete ocupantes do iate, entre eles um casal e as suas duas filhas gémeas de quatro anos. Com um toque macabro, nesta história as mortes vão sendo descobertas a ritmo de conta-gotas, tanto no passado como no presente, e o espectro do sobrenatural paira constantemente sobre os acontecimentos narrados a bordo do iate. Há um tom de tristeza generalizada em todo o livro, e se por um lado as revelações finais vêm iluminar a situação com uma dose generosa de realidade, por outro lado confirma-se a irreversibilidade de circunstâncias desde o início suspeitadas.

Apesar de ter gostado de “O Silêncio do Mar” – o primeiro livro que eu li desta escritora – não senti que fosse terrivelmente empolgante. Talvez tenha sido o tal ambiente de tristeza que perpassa por toda a história, ou talvez o facto de por vezes a acção parecer arrastar-se mais do que o esperado. Mas achei o enredo original, e bem conseguida a forma de explicar no final o encadeamento das situações.

 

No entanto, é sobretudo por causa de “Cinza e Poeira” que Yrsa Sigurdardóttir faz agora parte do grupo de autores de histórias policiais que quero continuar a ler.

 

Interessante também é a revelação da escritora, numa entrevista que deu ao Público em Junho de 2011, de que a paisagem onde se vai desenrolar a história é o primeiro elemento que decide quando começa a escrever um livro.

“(…) normalmente escolho a paisagem antes de ter a história. É a paisagem que me inspira o tipo de crime, por exemplo, ou qual o acontecimento que ali vai decorrer. É quase como se eu imaginasse a história como um filme cujo guião foi escrito de propósito para aquele cenário, que é tão ou mais importante do que aquilo que lá se passa.

 

 

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Produzida pela BBC Scotland, os primeiros episódios de “Shetland” foram exibidos em 2013, mas só agora é que estamos a ter oportunidade de ver em Portugal as três (curtas) temporadas desta série, mais especificamente no canal Fox Crime.

E acreditem que vale a pena ver! A produção é excelente (ou não fosse da BBC…), a realização não fica atrás, os actores convencem-nos (alguns deles, sobretudo os convidados especiais, são conhecidos do cinema e de outras séries), e a cinematografia é magnífica. Esqueçam as cenas de pancadaria a cada cinco minutos, as personagens femininas que resolvem casos em cima de saltos de 15 cm e trabalham 20 horas por dia sem nunca terem olheiras ou um cabelo fora do sítio, os décors arrumadinhos e tão limpos que até se pode comer no chão. Aqui tudo tem um ar real: as roupas amarrotam-se, as unhas sujam-se, e as personagens têm (pelo menos alguma) vida pessoal. Sim, às vezes também há tiros e correrias, e há cenas macabras, e os investigadores têm uma capacidade de trabalho inextinguível e por vezes o dom da ubiquidade. Mas são completamente credíveis, têm sotaque (e que sotaque!), têm barriga, cabelos brancos, barbas por fazer.

Depois há o cenário. O fantástico e peculiar cenário das ilhas Shetland e da Escócia: ventoso, cinzento, sem árvores, mas com uma beleza de cortar a respiração. Há muitas cenas filmadas a partir de longe ou em perspectiva aérea, e a banda sonora está em sintonia com o ambiente.

Embora as personagens principais se mantenham em todos os episódios, cada caso tem um enredo diferente dos outros o suficiente para não enjoar, e os níveis de mistério e de revelações estão bem doseados ao longo de cada episódio, evitando que o aborrecimento se instale. Os argumentistas fazem também um bom uso da História e das características culturais das Shetland, que são incorporadas na trama de modo a fornecerem-lhe uma boa e credível base de apoio – e mais motivos de interesse. Apesar da produção britânica e de ser baseada nos livros da premiada escritora inglesa Ann Cleeves, o tom geral da série aproxima-se mais dos policiais nórdicos do que dos tradicionais mistérios ingleses “à hora do chá”.

Ficam aqui dois trailers da série, em jeito de aperitivo:

 

 

E pronto. Fazendo um balanço da minha semana gripal, posso dizer que não foi um desperdício completo: uma leitura que me entusiasmou (Cinza e Poeira), uma série de que fiquei fã (Shetland), e mais uma escritora (Ann Cleeves) a descobrir num futuro próximo. Os meus genes de traça e de viajante estão definitivamente apaixonados pelas ilhas do Norte.

 

 

Obrigada, SAPO! #8

por anacb, em 19.12.16

 

E aqui está a minha primeira prenda de Natal: um destaque em grande na página do SAPO Blogs. Não podia começar melhor a semana :-)

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Obrigada à incansável e simpática equipa do SAPO Blogs. E Feliz Natal!

 

*Actualização: E se uma prenda é bom, duas ainda é melhor. Também tenho direito a destaque na homepage do SAPO. Tãããão bom!!!

 

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O livro certo para oferecer a cada amigo

por anacb, em 15.12.16

 

Todos os anos, pelo Natal, repete-se a angústia das prendas. O que dar a A, B ou C? Não queremos estar sempre a oferecer as mesmas coisas, mas às tantas a imaginação começa a falhar. Pois meus amigos, a solução não é nova mas é simples, e tem uma palavra: livros. Sim, livros. Há milhares, milhões de títulos disponíveis, por isso a fonte de inspiração é inesgotável. A pessoa em questão não gosta de ler? Não há problema, oferece-se um livro com fotos, ou que ensine a cozinhar, a cuidar do cão, ou a fazer qualquer outra coisa. Ainda por cima os livros têm a vantagem de ocupar pouco espaço, podem passar de pais para filhos (e os livros antigos têm sempre algum valor) e são facilmente armazenados ou vendidos se necessário. Tudo coisas boas. Ah, não sabem que livro hão-de oferecer? Não paniquem, este post é precisamente para vos sugerir algumas opções para aqueles amigos/amigas mais difíceis. Com a garantia de que já foram lidos por mim (com uma única excepção) e portanto têm “selo de qualidade” (cof! cof!). Serviço público, pois claro. E não precisam de agradecer.

 

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Para o amigo que se recusa a tirar a carta de condução

 

O Diário da Bicicleta, de David Byrne

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Talking Heads diz-vos alguma coisa? Exactamente: o autor deste livro é nada mais, nada menos do que o vocalista desta famosa banda, que nos conta em jeito de crónica os seus passeios de bicicleta em vários locais do mundo, o que observa durante esses passeios e as divagações que lhe ocorrem. Acutilante e elucidativo.

 

 

Para a amiga que adora vintage

 

O Tempo entre Costuras, de Maria Dueñas

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Ela vai adorar este movimentado romance histórico que conta as peripécias da vida de uma bem-sucedida modista que se envolve numa rede de espionagem durante a Segunda Guerra Mundial, tendo como pano de fundo Madrid, Lisboa e os enclaves espanhóis no norte de África.

 

 

Para o amigo que é fã do Japão

 

Mil Grous, de Yasunari Kawabata

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A ritual cerimónia do chá, a delicadeza, a serenidade que esconde um turbilhão de emoções, a rigidez social, aquilo que é perceptível mas nunca é dito – o espírito japonês presente em cada linha desta história de desejo e sofrimento que envolve um homem e várias mulheres.

 

 

Para a amiga que é muito zen

 

O Tao do Pooh, de Benjamin Hoff

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Conhecer os princípios do taoísmo pela mão do ursinho mais mediático e fofo da literatura? O resultado só poderia ser um livro diferente e muito divertido. (A minha opinião sobre este livro está aqui.)

 

 

Para o amigo super ansioso

 

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, de Joël Dicker

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Quando ele ler este livro, das duas uma: ou tem as unhas todas roídas ao chegar ao fim, ou fica para sempre curado da ansiedade. Surpresas atrás de surpresas, é o que este livro nos traz. A minha opinião completa está aqui .

 

 

Para o amigo que quer fazer carreira na política

 

Wolf Hall, de Hilary Mantel

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Wolf Hall conta parte da história de Thomas Cromwell, que ascendeu de homem comum a secretário do Cardeal Wolsey, depois a membro do Parlamento inglês e mais tarde a primeiro-ministro do rei Henrique VIII. Foi o grande impulsionador da Reforma inglesa, e o rei concedeu-lhe os títulos de barão e depois de duque, além de o nomear Vigário-Geral. Haverá melhor exemplo de carreira política? No final o feitiço virou-se contra o feiticeiro, e Cromwell acabou vítima do seu próprio sistema, como se sabe – e deste facto também haverá ensinamentos a tirar para quem quer dedicar-se à política…

 

 

Para a amiga que é (ou quer ser) arquitecta

 

Gaudí – Um Romance, de Mario Lacruz

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Um manuscrito inacabado sobre um grandioso arquitecto cuja morte comezinha deixou inacabada uma obra magnificente. Prova de que os homens morrem mas as obras dos que são grandes permanecem.

 

 

Para o amigo que está sempre em viagem

 

As Cidades Invisíveis, de Ítalo Calvino 

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Ele já conhece o mundo inteiro, mas estas cidades não conhece certamente – nem nunca vai ter hipótese de conhecer…

 

 

Para a amiga que gosta de viajar e escrever

 

1000 Places to See Before You Die, de Patricia Schultz

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Mas só mesmo se ela é daquelas que toma notas de tudo e mais alguma coisa quando vai de viagem, ou que escreve efectivamente sobre o que viu. Caso contrário, vai ficar desapontada quando abrir o livro…

 

 

Para o amigo que sonha ser comediante

 

A Doença, o Sofrimento e a Morte Entram num Bar, de Ricardo Araújo Pereira

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O resto do título – “uma espécie de manual de escrita humorística” – já lança o mote. E com ou sem humor, o RAP é sempre inspirador e bom de ler.

 

 

Para a amiga que adora dançar

 

Tango, de Elsa Osorio 

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O tango é uma dança, mas também uma forma de sentir, de ouvir, de respirar, de amar, de viver. Tal como o tango, este livro tem vários ritmos, e lê-se como quem dança.

 

 

Para o amigo que gosta de jazz

 

Mas é Bonito, de Geoff Dyer

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O espírito do jazz transformado em livro, crónicas brilhantes – meio verdadeiras, meio ficcionadas – sobre o mundo e algumas personagens do jazz. Quase que um improviso (muito bem executado) em forma de leitura. Tema do meu segundo post neste blogue.

 

 

Para a amiga que gosta de cozinhar

 

A Congregação da Cozinha, de Nora Seton

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Este livro não é mastigável mas tem os cheiros e sabores e o calor de uma cozinha onde se vive, e onde a comida é preparada também com o coração. E como bónus ainda tem receitas.

 

 

Para o amigo vegan

 

Vaca Sagrada, de David Duchovny

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As aventuras e desventuras de uma vaca que de repente descobre que afinal as vacas não vão para o céu. Uma fábula bem-humorada do conhecido actor de Ficheiros Secretos e Californication. E se até a Elsie perdoa aos humanos, porque não podemos nós perdoar as fraquezas dos outros? Também já escrevi um post inteirinho sobre este livro.

 

 

Para a amiga que não suporta crianças

 

A Bofetada, de Christos Tsiolkas

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Uma reacção emocional simples pode ter consequências verdadeiramente desastrosas? Ai pode, pode… A história deste livro é a prova. Depois de o ler, a vossa amiga vai parar para pensar (duas vezes, ou três, ou dez…) sempre que lhe apetecer dar um estalo numa criancinha.