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Gene de traça

Livros e etc.

Livros em saldo = desgraça

por anacb, em 19.01.17

 

Ontem à hora de almoço fui à Fnac do Chiado à procura de um livro. Já sabia que ia desgraçar-me, mas não esperava que fosse tanto. Malvada loja que está com saldos do demónio.

 

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Comprei três livros. TRÊS!

 

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Nenhum deles aquele que eu tinha intenção de comprar.

 

Fui procurá-lo online. Havia em stock. Encomendei. O que eu queria... e mais outros três.

 

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Não tenho juízo nenhum. O que vale é que, tudo somado, cada livro ficou a cerca de metade do preço que seria normal pagar.

 

Já leram algum deles? Opiniões são bem vindas :-)

 

 

* E se souberem de algum emprego onde eu possa e tenha tempo para ler durante as horas de trabalho, avisem, sim? É que não consigo arranjar tempo para ler tudo o que quero… :-(

 

** Apetecia-me atirar-me já ao “Sino da Islândia”, mas tenho dois livros que me emprestaram para ler e quero devolvê-los o mais depressa possível. Vai ter de esperar. (Que angústia!)

 

*** Para quem gostar de romances históricos e quiser aumentar a biblioteca com dois excelentes livros, “Wolf Hall” e “O Livro Negro”, ambos de Hilary Mantel (um é o seguimento do outro), estão a metade do preço. Também vi por lá, com bom desconto, “Os Pilares da Terra”, de Ken Follett.

 

 

Ilhas do Norte

por anacb, em 05.01.17

 

Estar doente é das coisas mais aborrecidas e despropositadas que podem acontecer, sobretudo se a doença envolver febre, dores e/ou má disposição – e o supra-sumo da barbatana é quando envolve tudo isso. A única coisa menos má de estar doente é ter mais tempo para ler, quando não estou simplesmente em estado vegetativo ou a dormir, e a leitura (e um ou outro filme ou série na tv) é que me salva de morrer de tédio nestas alturas.

 

Já devem estar a perceber onde quero chegar. Passei a minha silly season do ano que acabou – não, para mim não foi o Verão mas sim a semana entre o Natal e o Ano Novo – enfiada em casa a “curtir” uma bela gripe, alternando entre a cama e os sofás, e sem energia para nada (mas sobre isto já desabafei neste post). Como não me apetecia ler nada que fosse muito complicado ou pesado, fui buscar à minha de pilha de livros TBR um policial nórdico, “Cinza e Poeira”, de Yrsa Sigurdardóttir, a escritora islandesa de quem também li há algum tempo “O Silêncio do Mar”. Depois, por coincidência, à procura de qualquer coisa interessante para me distrair num momento em que me sentia demasiado apática até para ler, dei com uma série também policial que tem estado a passar na Fox Crime, “Shetland”, e fiquei agarrada.

 

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“Cinza e Poeira” é uma história de mistério que gira à volta de acontecimentos passados nas ilhas Westmann (situadas junto à costa sul da Islândia) na altura da erupção do vulcão Eldfell, em 1973. “Shetland” é baseada na série de livros policiais de Ann Cleeves cujos enredos têm como paisagem as ilhas com o mesmo nome (e que se localizam a norte da Escócia). Histórias diferentes que se passam em cenários parecidos, o livro e a série acabaram assim por se complementarem no meu imaginário e foram uma mais-do-que-excelente distracção para estes meus dias de “prisão domiciliária”. Com a vantagem acrescida de estimularem a minha veia de viajante – e à minha já antiga vontade de conhecer a Islândia juntaram-se agora mais algumas ilhas do norte da Europa.

 

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Título: Cinza e Poeira

Título original: Aska

Autor: Yrsa Sigurdardóttir

Ano de lançamento: 2010

 

Editora: Quetzal

Publicação: 1ª edição – 2011

Número de páginas: 512

Tradução (do inglês): Lucília Filipe

Revisão: Pedro Ernesto Ferreira

 

Trinta anos depois da erupção do Eldfell, Markús Magnússon regressa à casa da sua infância, agora já liberta das cinzas vulcânicas que a cobriram durante todos esses anos. Vai recuperar a caixa que uma amiga lhe tinha pedido para guardar na altura, mas ao fazê-lo descobre que essa caixa contém uma cabeça humana e que na cave também se encontram três cadáveres de pessoas desconhecidas. Quando, logo a seguir, a amiga aparece assassinada, Markús passa a ser o principal suspeito e Thóra Gudmundsdóttir, a sua advogada, vai ter de desvendar obscuros segredos do passado para resolver o mistério de tantas mortes e conseguir provar que o seu cliente é inocente.

“Cinza e Poeira” prendeu-me logo desde o início. Partindo de um acontecimento verídico, Yrsa Sigurdardóttir constrói um mistério em que vai largando, aqui e ali, pormenores macabros, fragmentos da história vistos pelos olhos de personagens secundárias, descrições de ambientes, pistas que não conseguimos discernir se são ou não importantes, tudo intercalado com episódios comezinhos da vida diária de uma vulgar advogada, contados com bastante humor e sentido crítico. As personagens principais da história têm personalidades variadas e fogem aos clichés habituais – e uma das mais engraçadas é sem dúvida Bella, a secretária “gótica” de Thóra, refilona e mal-humorada mas surpreendentemente perspicaz e por vezes mais eficiente do que o expectável.

Apesar de cheia de voltas, nós e becos sem saída (reconstruir acontecimentos passados trinta anos, quando a maioria das pessoas envolvidas já morreu, perdeu a memória ou era ainda demasiado jovem para se lembrar, não se revela tarefa fácil), a trama deste livro é perfeitamente verosímil e todos os factos aparentemente incongruentes acabam por se ir encaixando na história de forma lógica e satisfatória. E através dos comportamentos de várias personagens, o livro dá-nos ainda a conhecer algumas características da sociedade islandesa, o que é um motivo adicional de interesse. É certo que consegui perceber alguns dos mistérios ainda antes de chegar ao fim do livro, mas nem assim o final deixou de me surpreender – e se há coisa de que eu gosto num livro é não conseguir adivinhar o final.

A minha única nota menos boa vai para o trabalho de tradução e revisão. Definitivamente, vírgulas a mais num texto estragam bastante o gozo da leitura, principalmente quando esse uso não só é mau do ponto de vista do estilo como muitas vezes errado do ponto de vista gramatical. Tal como é incomodativa a mistura de forma incorrecta de diferentes pretéritos numa mesma frase ou parágrafo (mas sobre isto farei um destes dias um post especial). Traduzir bem não é traduzir à letra e todos sabemos que o português é gramaticalmente mais complexo que o inglês. Entre outras coisas, há que ter cuidado com os tempos dos verbos. E a revisão de um livro também serve para detectar estes usos mais baralhados (e baralhadores) da língua.

 

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Título: O Silêncio do Mar

Título original: Brakiđ

Autor: Yrsa Sigurdardóttir

Ano de lançamento: 2011

 

Editora: Quetzal

Publicação: 1ª edição – Julho 2016

Número de páginas: 448

Tradução (do inglês): Miguel Freitas da Costa

Revisão: Carlos Pinheiro

 

A história de “O Silêncio do Mar” é contada em dois tempos: o presente, que começa quando um iate de luxo chega à marina de Reiquiavique sem que haja a bordo uma única pessoa, e o passado, que vai revelando o que se passou a bordo desse iate desde que saiu de Lisboa com destino à Islândia.

Mais uma vez, cabe à advogada Thóra Gudmundsdóttir tentar deslindar a razão do desaparecimento dos sete ocupantes do iate, entre eles um casal e as suas duas filhas gémeas de quatro anos. Com um toque macabro, nesta história as mortes vão sendo descobertas a ritmo de conta-gotas, tanto no passado como no presente, e o espectro do sobrenatural paira constantemente sobre os acontecimentos narrados a bordo do iate. Há um tom de tristeza generalizada em todo o livro, e se por um lado as revelações finais vêm iluminar a situação com uma dose generosa de realidade, por outro lado confirma-se a irreversibilidade de circunstâncias desde o início suspeitadas.

Apesar de ter gostado de “O Silêncio do Mar” – o primeiro livro que eu li desta escritora – não senti que fosse terrivelmente empolgante. Talvez tenha sido o tal ambiente de tristeza que perpassa por toda a história, ou talvez o facto de por vezes a acção parecer arrastar-se mais do que o esperado. Mas achei o enredo original, e bem conseguida a forma de explicar no final o encadeamento das situações.

 

No entanto, é sobretudo por causa de “Cinza e Poeira” que Yrsa Sigurdardóttir faz agora parte do grupo de autores de histórias policiais que quero continuar a ler.

 

Interessante também é a revelação da escritora, numa entrevista que deu ao Público em Junho de 2011, de que a paisagem onde se vai desenrolar a história é o primeiro elemento que decide quando começa a escrever um livro.

“(…) normalmente escolho a paisagem antes de ter a história. É a paisagem que me inspira o tipo de crime, por exemplo, ou qual o acontecimento que ali vai decorrer. É quase como se eu imaginasse a história como um filme cujo guião foi escrito de propósito para aquele cenário, que é tão ou mais importante do que aquilo que lá se passa.

 

 

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Produzida pela BBC Scotland, os primeiros episódios de “Shetland” foram exibidos em 2013, mas só agora é que estamos a ter oportunidade de ver em Portugal as três (curtas) temporadas desta série, mais especificamente no canal Fox Crime.

E acreditem que vale a pena ver! A produção é excelente (ou não fosse da BBC…), a realização não fica atrás, os actores convencem-nos (alguns deles, sobretudo os convidados especiais, são conhecidos do cinema e de outras séries), e a cinematografia é magnífica. Esqueçam as cenas de pancadaria a cada cinco minutos, as personagens femininas que resolvem casos em cima de saltos de 15 cm e trabalham 20 horas por dia sem nunca terem olheiras ou um cabelo fora do sítio, os décors arrumadinhos e tão limpos que até se pode comer no chão. Aqui tudo tem um ar real: as roupas amarrotam-se, as unhas sujam-se, e as personagens têm (pelo menos alguma) vida pessoal. Sim, às vezes também há tiros e correrias, e há cenas macabras, e os investigadores têm uma capacidade de trabalho inextinguível e por vezes o dom da ubiquidade. Mas são completamente credíveis, têm sotaque (e que sotaque!), têm barriga, cabelos brancos, barbas por fazer.

Depois há o cenário. O fantástico e peculiar cenário das ilhas Shetland e da Escócia: ventoso, cinzento, sem árvores, mas com uma beleza de cortar a respiração. Há muitas cenas filmadas a partir de longe ou em perspectiva aérea, e a banda sonora está em sintonia com o ambiente.

Embora as personagens principais se mantenham em todos os episódios, cada caso tem um enredo diferente dos outros o suficiente para não enjoar, e os níveis de mistério e de revelações estão bem doseados ao longo de cada episódio, evitando que o aborrecimento se instale. Os argumentistas fazem também um bom uso da História e das características culturais das Shetland, que são incorporadas na trama de modo a fornecerem-lhe uma boa e credível base de apoio – e mais motivos de interesse. Apesar da produção britânica e de ser baseada nos livros da premiada escritora inglesa Ann Cleeves, o tom geral da série aproxima-se mais dos policiais nórdicos do que dos tradicionais mistérios ingleses “à hora do chá”.

Ficam aqui dois trailers da série, em jeito de aperitivo:

 

 

E pronto. Fazendo um balanço da minha semana gripal, posso dizer que não foi um desperdício completo: uma leitura que me entusiasmou (Cinza e Poeira), uma série de que fiquei fã (Shetland), e mais uma escritora (Ann Cleeves) a descobrir num futuro próximo. Os meus genes de traça e de viajante estão definitivamente apaixonados pelas ilhas do Norte.

 

 

O Sapo, o Natal, os livros, os destaques e os bloggers

por anacb, em 24.12.16

 

O Sapo gosta de livros e do Natal. O Sapo Blogs gosta de posts sobre livros e sobre o Natal e sobre livros no Natal. Eu gosto de livros. Do Natal também, mas só daquele bom, o genuíno, aquele em que pensamos nos outros mais com o coração do que com a carteira, em que oferecemos “aquela” prenda para “aquela” pessoa, escolhida ou feita com cuidado, embrulhada com imaginação; aquele em que cozinhamos com carinho e pomos a mesa com satisfação porque sabemos que vamos estar junto dos que amamos (pelo menos de alguns, quando não é possível estar com todos os que nos estão no coração); aquele em que fazemos alguma coisa mais por alguém, mesmo que isso seja apenas uma infinitésima parte daquilo que o mundo precisa. Gosto de dar: prendas, abraços, sorrisos, uma palavra amável, o que me vier à cabeça. E embora goste mais de dar, também gosto de receber, claro. Sou uma sortuda, recebo sempre muita coisa (e livros!), mas sobretudo recebo carinho, de muitas formas, de muitas pessoas. Do Sapo blogs também, que gosta de livros e gosta que se ofereçam livros e gostou do meu post sobre livros para os amigos e voltou a destacá-lo hoje, véspera de Natal, e em grande. De toda a comunidade de bloggers do Sapo, que é generosa e tira um bocadinho do seu tempo para partilhar com todos nós o seu Natal, as suas opiniões, os seus gostos, as suas peripécias, bocadinhos da vida de cada um, que troca prendas e conselhos e desejos de Boas Festas. Gosto de estar aqui.

 

A todos os que por aqui andam e aos que trabalham para que nós possamos andar por aqui, desejo que tenham um Natal muito, muito feliz.

 

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Obrigada, SAPO! #8

por anacb, em 19.12.16

 

E aqui está a minha primeira prenda de Natal: um destaque em grande na página do SAPO Blogs. Não podia começar melhor a semana :-)

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Obrigada à incansável e simpática equipa do SAPO Blogs. E Feliz Natal!

 

*Actualização: E se uma prenda é bom, duas ainda é melhor. Também tenho direito a destaque na homepage do SAPO. Tãããão bom!!!

 

Destaque SAPO homepage livros amigos 19-12-16 marc

 

 

Entre aspas #12 Muriel Rukeyser

por anacb, em 19.12.16

 

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O livro certo para oferecer a cada amigo

por anacb, em 15.12.16

 

Todos os anos, pelo Natal, repete-se a angústia das prendas. O que dar a A, B ou C? Não queremos estar sempre a oferecer as mesmas coisas, mas às tantas a imaginação começa a falhar. Pois meus amigos, a solução não é nova mas é simples, e tem uma palavra: livros. Sim, livros. Há milhares, milhões de títulos disponíveis, por isso a fonte de inspiração é inesgotável. A pessoa em questão não gosta de ler? Não há problema, oferece-se um livro com fotos, ou que ensine a cozinhar, a cuidar do cão, ou a fazer qualquer outra coisa. Ainda por cima os livros têm a vantagem de ocupar pouco espaço, podem passar de pais para filhos (e os livros antigos têm sempre algum valor) e são facilmente armazenados ou vendidos se necessário. Tudo coisas boas. Ah, não sabem que livro hão-de oferecer? Não paniquem, este post é precisamente para vos sugerir algumas opções para aqueles amigos/amigas mais difíceis. Com a garantia de que já foram lidos por mim (com uma única excepção) e portanto têm “selo de qualidade” (cof! cof!). Serviço público, pois claro. E não precisam de agradecer.

 

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Para o amigo que se recusa a tirar a carta de condução

 

O Diário da Bicicleta, de David Byrne

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Talking Heads diz-vos alguma coisa? Exactamente: o autor deste livro é nada mais, nada menos do que o vocalista desta famosa banda, que nos conta em jeito de crónica os seus passeios de bicicleta em vários locais do mundo, o que observa durante esses passeios e as divagações que lhe ocorrem. Acutilante e elucidativo.

 

 

Para a amiga que adora vintage

 

O Tempo entre Costuras, de Maria Dueñas

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Ela vai adorar este movimentado romance histórico que conta as peripécias da vida de uma bem-sucedida modista que se envolve numa rede de espionagem durante a Segunda Guerra Mundial, tendo como pano de fundo Madrid, Lisboa e os enclaves espanhóis no norte de África.

 

 

Para o amigo que é fã do Japão

 

Mil Grous, de Yasunari Kawabata

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A ritual cerimónia do chá, a delicadeza, a serenidade que esconde um turbilhão de emoções, a rigidez social, aquilo que é perceptível mas nunca é dito – o espírito japonês presente em cada linha desta história de desejo e sofrimento que envolve um homem e várias mulheres.

 

 

Para a amiga que é muito zen

 

O Tao do Pooh, de Benjamin Hoff

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Conhecer os princípios do taoísmo pela mão do ursinho mais mediático e fofo da literatura? O resultado só poderia ser um livro diferente e muito divertido. (A minha opinião sobre este livro está aqui.)

 

 

Para o amigo super ansioso

 

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, de Joël Dicker

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Quando ele ler este livro, das duas uma: ou tem as unhas todas roídas ao chegar ao fim, ou fica para sempre curado da ansiedade. Surpresas atrás de surpresas, é o que este livro nos traz. A minha opinião completa está aqui .

 

 

Para o amigo que quer fazer carreira na política

 

Wolf Hall, de Hilary Mantel

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Wolf Hall conta parte da história de Thomas Cromwell, que ascendeu de homem comum a secretário do Cardeal Wolsey, depois a membro do Parlamento inglês e mais tarde a primeiro-ministro do rei Henrique VIII. Foi o grande impulsionador da Reforma inglesa, e o rei concedeu-lhe os títulos de barão e depois de duque, além de o nomear Vigário-Geral. Haverá melhor exemplo de carreira política? No final o feitiço virou-se contra o feiticeiro, e Cromwell acabou vítima do seu próprio sistema, como se sabe – e deste facto também haverá ensinamentos a tirar para quem quer dedicar-se à política…

 

 

Para a amiga que é (ou quer ser) arquitecta

 

Gaudí – Um Romance, de Mario Lacruz

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Um manuscrito inacabado sobre um grandioso arquitecto cuja morte comezinha deixou inacabada uma obra magnificente. Prova de que os homens morrem mas as obras dos que são grandes permanecem.

 

 

Para o amigo que está sempre em viagem

 

As Cidades Invisíveis, de Ítalo Calvino 

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Ele já conhece o mundo inteiro, mas estas cidades não conhece certamente – nem nunca vai ter hipótese de conhecer…

 

 

Para a amiga que gosta de viajar e escrever

 

1000 Places to See Before You Die, de Patricia Schultz

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Mas só mesmo se ela é daquelas que toma notas de tudo e mais alguma coisa quando vai de viagem, ou que escreve efectivamente sobre o que viu. Caso contrário, vai ficar desapontada quando abrir o livro…

 

 

Para o amigo que sonha ser comediante

 

A Doença, o Sofrimento e a Morte Entram num Bar, de Ricardo Araújo Pereira

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O resto do título – “uma espécie de manual de escrita humorística” – já lança o mote. E com ou sem humor, o RAP é sempre inspirador e bom de ler.

 

 

Para a amiga que adora dançar

 

Tango, de Elsa Osorio 

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O tango é uma dança, mas também uma forma de sentir, de ouvir, de respirar, de amar, de viver. Tal como o tango, este livro tem vários ritmos, e lê-se como quem dança.

 

 

Para o amigo que gosta de jazz

 

Mas é Bonito, de Geoff Dyer

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O espírito do jazz transformado em livro, crónicas brilhantes – meio verdadeiras, meio ficcionadas – sobre o mundo e algumas personagens do jazz. Quase que um improviso (muito bem executado) em forma de leitura. Tema do meu segundo post neste blogue.

 

 

Para a amiga que gosta de cozinhar

 

A Congregação da Cozinha, de Nora Seton

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Este livro não é mastigável mas tem os cheiros e sabores e o calor de uma cozinha onde se vive, e onde a comida é preparada também com o coração. E como bónus ainda tem receitas.

 

 

Para o amigo vegan

 

Vaca Sagrada, de David Duchovny

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As aventuras e desventuras de uma vaca que de repente descobre que afinal as vacas não vão para o céu. Uma fábula bem-humorada do conhecido actor de Ficheiros Secretos e Californication. E se até a Elsie perdoa aos humanos, porque não podemos nós perdoar as fraquezas dos outros? Também já escrevi um post inteirinho sobre este livro.

 

 

Para a amiga que não suporta crianças

 

A Bofetada, de Christos Tsiolkas

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Uma reacção emocional simples pode ter consequências verdadeiramente desastrosas? Ai pode, pode… A história deste livro é a prova. Depois de o ler, a vossa amiga vai parar para pensar (duas vezes, ou três, ou dez…) sempre que lhe apetecer dar um estalo numa criancinha.

 

 

Sons para ler

por anacb, em 13.12.16

 

Embora consiga ler com qualquer ruído de fundo (e se o livro for daqueles mesmo bons, até me esqueço de que o mundo existe), por norma não sou grande apreciadora de estar a ler e ao mesmo tempo a ouvir música ou barulhos de televisão, por exemplo.

 

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E se estiver a trabalhar em qualquer coisa que necessite de grande concentração, ou a escrever, então ainda é pior. Consigo e gosto de trabalhar a ouvir música, mas o som tem de estar baixinho, e só quando estou com trabalhos que faço em “piloto automático”. Estar a fazer uma tradução complicada, por exemplo, e ao mesmo tempo a ouvir alguém cantar ou falar, mesmo que seja numa das línguas em que estou a traduzir, cria-me confusão e parece que o trabalho não rende o mesmo.

 

Descobri agora que existe um site maravilhoso (que também tem app para Android e iOS) com um sem-número de sons ambiente que não só não atrapalham quem está a ler ou a trabalhar como ainda por cima podem ajudar-nos a concentrar, a descontrair ou até mesmo a adormecer, consoante o efeito pretendido.

 

Chama-se Ambient-Mixer, e o link é este: http://www.ambient-mixer.com/.

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Aqui é possível encontrar todo o tipo de ambientes sonoros e musicais, desde os provocados por máquinas ou seres humanos até aos sons da natureza de toda a espécie, e mesmo de supostas atmosferas “irreais”. Há também sons de ambientes relacionados com jogos e filmes. Alguns dos mais populares actualmente são, por exemplo, os das salas de alunos das casas de Gryffindor e de Slytherin, os da biblioteca de Hogwarts, ou o som de uma tempestade no expresso de Hogwarts. E se alguém não souber de que é que estou a falar, eu explico em duas palavras: Harry Potter.

 

Os ambientes disponibilizados podem ser misturados ao gosto de cada um, intensificando ou reduzindo (ou até mesmo eliminando) a frequência e o volume de cada um dos elementos sonoros que os compõem. O site oferece ainda a possibilidade de criar novos sons, à medida das nossas necessidades ou humor, e partilhá-los ou usá-los como fundo sonoro para vídeos. A utilização é gratuita excepto os downloads, que têm de ser pagos.

 

A app funciona de forma basicamente semelhante, mas tem uma particularidade extra bastante atractiva: o night timer, que permite adormecer tendo como som de fundo qualquer ambiente que se escolha e programar a hora de o desligar, para evitar que de manhã a bateria esteja descarregada. No entanto, na app não é possível carregar sons gravados por nós próprios, criar atmosferas a partir do zero ou descarregar ambientes sonoros em formato MP3, e a gravação de alterações feitas aos ambientes pré-existentes só é exequível pagando a versão completa da app.

 

Dêem uma vista de olhos ao tutorial:

 

 

 

E estes são alguns dos meus ambientes favoritos:

 

http://forest.ambient-mixer.com/summer-forest

http://lotr-sounds.ambient-mixer.com/in-rivendell

http://relaxing.ambient-mixer.com/fire-on-a-stormy-night

http://relaxing.ambient-mixer.com/stillness

http://countryside.ambient-mixer.com/scottish-rain

 

Absolutamente perfeitos para entrar em modo de leitura…

 

 

 

Entre aspas #11 Louisa May Alcott

por anacb, em 29.11.16

 

Louisa May Alcott, a autora do mais-que-célebre livro "As Mulherzinhas", faria hoje 184 anos.

 

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J. K. Rowling

por anacb, em 24.11.16

 

Falar de Joanne Rowling e do seu sucesso internacional como escritora talvez seja um pouco repetitivo – parece que tudo ou quase tudo já foi dito sobre ela, por vezes até à exaustão, invenções misturadas com factos reais. Mas não há como ignorar o seu talento para a escrita de boas histórias.

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Depois de Agatha Christie e sensivelmente a par de Enid Blyton, J. K. Rowling é a escritora inglesa de ficção mais vendida em todo o mundo. Aliás, estima-se que “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, o primeiro livro da mais-que-famosa série, tenha já vendido 107 milhões de cópias – ultrapassando “Convite para a Morte”, o livro mais vendido de Agatha Christie (também publicado com o título “As Dez Figuras Negras”, mais semelhante ao inglês, “Ten Little Niggers”). No entanto, apesar de publicado originalmente em 1997, só em Outubro de 1999 foi impressa a primeira edição portuguesa de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”.

 

Apaixonada pela leitura que sou e sempre fui, tentei transmitir essa paixão ao meu filho quase desde que ele nasceu – ainda bebé, teve direito a um livro de plástico para brincar no banho (era, mesmo a propósito, sobre um peixinho), e a colecção de livros que tinha no quarto já era invejável ainda antes de saber ler. Teve a sorte de nascer numa altura em que a literatura infantil estava em franca expansão, tanto em quantidade como em qualidade, pelo que não havia falta de material para alimentar o seu (felizmente!) crescente interesse.

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Sempre à procura de novidades apropriadas para a idade dele, foi no ano 2000 que um artigo numa revista me chamou a atenção para a série Harry Potter. O terceiro livro (“Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”) tinha acabado de ser lançado em Portugal, mas à cautela comprámos-lhe apenas o primeiro (que já ia na terceira edição), não fosse dar-se o caso de ele não apreciar a história. Receios infundados: leu o livro num fim-de-semana e não descansou enquanto não lhe comprámos os outros dois, que também devorou num ápice. Não sei se foi por ter na altura a idade dos heróis, se porque estava com fome de novidades (já tinha lido tudo o que havia da colecção Uma Aventura, várias das histórias dos Cinco, e outros no género), a verdade é que a saga dos aprendizes de feiticeiro lhe caiu no goto e ele ficou fã. E de tal maneira que depois do quarto livro passou a ser incapaz de esperar pela edição portuguesa e passou a “obrigar-me”, de cada vez que saía um livro novo, a ir à meia-noite à livraria mais próxima comprar um exemplar em inglês mal ele era posto à venda.

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Quanto a mim, só anos mais tarde é que tive a curiosidade de ler alguns destes livros e achei a escrita dela surpreendentemente boa, não tanto pelas histórias em si – que são obviamente destinadas a um público juvenil, apesar do ambiente de violência e morte subjacente e de traços de grande maturidade nalgumas personagens – mas mais até pelo nível de linguagem e da estrutura sintáctica, que é bem menos simplista do que se poderia esperar.

 

Apesar do sucesso, da celebridade e da fortuna que os sete livros da série Harry Potter lhe trouxeram e fizeram com que passasse de muito pobre a muito rica no espaço de cinco anos, Joanne Rowling não se deixou ficar quieta e partiu para outros géneros de escrita. Em Setembro de 2012, também como J. K. Rowling (o “K.” não faz parte do seu nome verdadeiro, pediu-o “emprestado” à sua avó paterna Kathleen), foi publicado “Uma Morte Súbita”, o primeiro livro de ficção destinado ao público adulto. Ao contrário do que o título parece dar a entender, não é um policial, embora por toda a história perpasse um certo ambiente de mistério, de coisas que apenas são subentendidas, de tragédia. O título em inglês é “The Casual Vacancy”, que poderá ser traduzido mais à letra como “A Vaga Fortuita”, e o enredo gira à volta dos efeitos provocados pela morte repentina de um membro da Associação Comunitária de uma pequena terrinha em Inglaterra, particularmente pelo facto de o seu lugar na referida Associação ficar vago e ter de vir a ser preenchido. É um bom livro, embora algo triste, e gostei bastante de o ler. Joanne Rowling retrata bem o ambiente de uma cidadezinha de província que um acontecimento vulgar, embora inesperado, abala profundamente a vários níveis – razão pela qual acaba por vir à superfície tudo o que há de melhor e pior nos seus habitantes, num crescendo de dramatismo que acaba por redundar numa verdadeira guerra.

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Em Abril de 2013, a editora inglesa Sphere Books publicou e distribuiu 1500 cópias de um livro policial com o título “The Cuckoo’s Calling” escrito por Robert Galbraith, que se soube desde o início ser um pseudónimo – embora não se soubesse de quem. O segredo não conseguiu ficar guardado durante muito tempo e em Julho do mesmo ano o jornal Sunday Times divulgou que a escritora por detrás do pseudónimo era Joanne Rowling, depois de uma fuga de informação via Twitter vinda de pessoas ligadas a uma firma de advogados com quem a escritora trabalhava. Em entrevista recente à emissora de rádio americana NPR, Joanne revelou que tinha sido para ela “um prazer muito privado” escrever sob pseudónimo, sobretudo porque o facto de ser a autora de Harry Potter colocava sobre si uma enorme pressão e ela tinha vontade de criar algo bastante diferente, que tivesse sucesso ou fracasso por mérito próprio.

 

O livro foi publicado em Portugal pela Presença em Outubro do mesmo ano com o título “Quando o Cuco Chama”. Com toda a publicidade gerada pela polémica da descoberta intempestiva da verdadeira autora, o lançamento teve obviamente honras de destaque nas livrarias e na imprensa. Seguiram-se-lhe “O Bicho-da-Seda” em Janeiro de 2015 e “A Carreira do Mal” em Outubro deste ano, que acabei agora de ler e despertou em mim a vontade de escrever este post (mais ainda porque descobri entretanto que ainda existe quem goste de ler mas não saiba que Robert Galbraith e J.K.Rowling são uma e a mesma pessoa).

 

Estes três livros têm em comum os mesmos protagonistas: Cormoran Strike, um detective particular e ex-investigador da Polícia Militar, que perdeu uma perna no Afeganistão e é filho ilegítimo de um famoso cantor rock; e a sua assistente Robin Ellacott, rapariga de província desde sempre fascinada pelo trabalho de investigação policial e dotada de grande perspicácia e imaginação. Ambos têm um passado (e presente) atribulado e cheio de fantasmas, e deixam que os seus sentimentos, inseguranças e intuição interfiram nas investigações de que são encarregados – o que por vezes os coloca em perigo, mas sempre (obviamente!) com bons resultados. Em volta deles gravitam mais algumas personagens secundárias: irmãos e irmãs, pais, noivo e namoradas, agentes da Polícia, cada um com características de personalidade bem definidas e que servem sobretudo para agitar a vida pessoal dos protagonistas e para enriquecer a história de cada livro com acontecimentos e pormenores, muitos deles à margem da investigação.

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Nesta série – que a autora já admitiu ir ter nove livros no total, mais dois do que a saga Harry Potter – Cormoran Strike é o arquétipo do anti-herói que só o é aparentemente, pois na realidade acaba por se revelar um herói verdadeiro: homem destemido e defensor da justiça e da verdade, reservado e respeitador mas cheio de traumas de infância e com um passado atribulado, a que se junta a amargura provocada pelo acidente que lhe custou uma perna e a adorada carreira militar, e também a sombra de uma antiga história de amor que foi tudo menos pacífica.

 

Robin é o seu contraponto, a típica rapariga vinda de uma família tradicional, sensível, bem comportada e prestes a casar. Em comum com Strike tem a inteligência, a curiosidade, o gosto pela investigação, e um acontecimento traumatizante no seu passado (que só ficamos a conhecer no terceiro livro).

 

Como é normal acontecer em todos os enredos que envolvem protagonistas de sexos diferentes, e apesar de Robin estar noiva, existe entre ambos uma implícita atracção, que nenhum deles assume mas vai aumentando e tornando-se mais perceptível em cada livro. Esta negação, por parte dos protagonistas, de sentimentos que parecem mais que óbvios para quem lê é logicamente mais um factor de interesse e de “suspense”, inteligentemente pensado para nos manter na expectativa e a ansiar pelo próximo livro.

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“Quando o Cuco Chama” foi para mim uma agradável surpresa. Li-o assim que saiu e restaurou a minha fé nos policiais, numa altura em que eu andava um bocado arredada do género (apesar de ser um dos meus favoritos) e achava que depois de Stieg Larsson já pouco se conseguiria fazer de diferente. O enredo e as personagens criadas pela escritora despertaram o meu interesse e mantiveram-me agarrada ao livro sem ponta de aborrecimento até ao final que, como convém, é surpreendente. Não vou dizer que Joanne Rowling reinventou o policial – nada disso. Muito pelo contrário, simplesmente pegou nos elementos clássicos de um romance policial e vestiu-lhes uma roupa nova, devidamente actualizada para o contexto dos nossos dias, misturando-os com uma pitada de violência q.b. e um pouco de drama pessoal e social (talvez inspirada pelos policiais nórdicos…) para evitar que as personagens sejam completamente estereotipadas. O resto ficou por conta da sua própria imaginação que, como deu para perceber nos seus primeiros livros, é bastante produtiva.

 

Não posso dizer que “O Bicho-da-Seda” me tenha causado a mesma empolgação. Achei a história algo menos interessante e mais confusa do que a do primeiro livro, e fiquei ligeiramente (mas só ligeiramente) decepcionada. Mas “A Carreira do Mal” obliterou completamente essa impressão menos boa com que tinha ficado. É, quanto a mim, o melhor dos três livros – e isto apesar de ter sido o único em que consegui deduzir antecipadamente quem seria o “mau da fita”. Mais movimentado, violento e dramático do que os anteriores, o enredo deste livro gira à volta da vida pessoal dos protagonistas da série. Sabe-se desde o início que o criminoso é alguém que procura vingar-se de Cormoran, pois de vez em quando é introduzido um capítulo em que o narrador é o próprio assassino. Apercebemo-nos também de que essa vingança irá envolver Robin como vítima, enquanto se desenrola em paralelo o drama do seu casamento iminente, cuja concretização já de si periclitante fica seriamente comprometida pela revelação de acontecimentos passados. Aliás, desde o primeiro livro que a antipatia por Matthew, o noivo de Robin, vai propositadamente aumentando, e de certeza que não sou a única a torcer para que ela abra os olhos e perceba finalmente que o seu noivo é um autêntico traste.

 

E sobre os livros não vou dizer mais nada a não ser isto: são um excelente entretenimento, muito acima da média, e aconselho vivamente a sua leitura.

 

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O êxito da série Cormoran Strike levou a que, como seria de esperar, os livros já estejam a servir de base para uma série televisiva, cujas filmagens tiveram início este mês em Londres. Strike vai ser interpretado pelo actor britânico Tom Burke (já conhecido das recentes séries “Os Mosqueteiros” e “Guerra e Paz”), enquanto que o papel de Robin foi confiado à encantadora Holliday Grainger (que encarnou Lucrécia na série “Os Bórgia”). Podem ir seguindo as novidades pelo Twitter (https://twitter.com/RGalbraith). Como fã de séries inglesas que sou, espero sinceramente que não demorem muito tempo para a transmitir.

 

E já agora, que venha depressa o próximo livro.

 

Para conhecerem mais pormenores sobre Joanne Rowling e as suas obras aconselho a visita aos sites oficiais da escritora: http://www.jkrowling.com/ e http://robert-galbraith.com/.

 

 

Obrigada, SAPO! #7

por anacb, em 02.11.16

 

O Sapinho voltou a destacar mais um post dos meus – foi ontem, mas ando tão atarefada que só hoje dei por isso.

E nesta época só podia ser sobre ficção fantástica, pois está claro J))

 

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Mais uma vez, obrigada à equipa do Sapo Blogs!